
Em time que está ganhando não se mexe: Lula + 4
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, deveria ter recebido, pessoalmente no dia 29 de janeiro uma homenagem do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, por ter sido eleito o estadista da década. Uma crise de hipertensão impediu que Lula o prêmio, que foi entregue a seu representante, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim.
O ex-metalúrgico, ex-sindicalista e semialfabetizado Lula conseguiu chegar aonde nenhum outro presidente brasileiro jamais esteve. O reconhecimento como estadista veio de sua influência nas decisões de órgãos internacionais e, principalmente, dos avanços que seu governo obteve ao encaminhar seu País rumo ao desenvolvimento e a figurar entre as economias emergentes, junto com a Índia e a China.
No discurso, lido por Amorim em Davos, Lula lembrou: ”o mundo temia o futuro do Brasil porque não sabia o rumo exato que nosso país tomaria sob a liderança de um operário sem diploma universitário e nascido politicamente no seio da esquerda sindical. Sete anos depois, posso olhar nos olhos de cada um de vocês e, mais do que isso, nos olhos de meu povo, e dizer que o Brasil, com todas suas dificuldades, cumpriu com sua parte”.
Sua conduta, como presidente e estadista reconhecido mundialmente, também lhe rendeu elogios públicos do presidente dos EUA, Barak Obama. Quem jamais imaginaria tal honraria. Um presidente brasileiro ser elogiado por um líder da maior potência do mundo. Lula conseguiu.
Pois, é:
Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o otimismo dos empresários brasileiros atingiu o maior índice dos últimos 11 anos. De acordo com a entidade, o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial), alcançou 68,7 pontos em janeiro, uma alta de 2,8 pontos ante outubro e de 21,3 pontos em relação a janeiro do ano passado, quando, atingida pela crise internacional, a confiança do empresariado estava em 47,4 pontos.
Outro importante dado que revela a popularidade de Lula presidente é a pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que mede sua aceitação perante os brasileiros. Lula chegou ao final de 2009 com um índice de mais de 80% de aceitação de seu governo, atingindo um patamar que talvez nenhum outro presidente tenha alcançado.
Feitas estas considerações, avalio por que votar para outro candidato à Presidência da República no dia 3 de outubro. Se “o cara” está em cima, tem aceitação ótima interna e externamente, porque sofrer com uma eleição que não terá alguém à sua altura. Nem Serra, candidato dos alagados, ou Dilma, a continuidade do atual governo petista, conseguirão atingir tal respeito e pulso para levar em diante as atuais políticas que está dando certo.
E tem mais: delegando mais quatro anos, apenas mais quatro, a Lula, o Brasil só tem a ganhar. Os custos da eleição presidencial são altíssimos, sem falar no desgaste dos candidatos e na troca de acusações, nem sempre confiáveis, que confundem os eleitores. Tem ainda os gastos que os candidatos farão para tentar chegar ao Palácio do Planalto, pra lá de exorbitantes.
Numa breve pesquisa no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi possível observar os seguintes orçamentos da última campanha dos presidenciáveis, em 2006:
Lula (PT) – R$ 115 milhões
Geraldo Alckmin (PSDB) – R$ 95 milhões
Ana Maria Rangel (PRP) - R$ 150 milhões
Cristóvão Buarque (PDT) – R$ 20 milhões
Heloísa Helena (PSOL) – 5 milhões
José Maria Eymael (PSDC) – 20 milhões
Luciano Bivar (PSL) – 60 mil
Rui Pimenta (PCO) – 100 mil
Somados, os gastos com as campanha desses candidatos, atingiram mais de R$ 500 milhões, o que é uma fortuna, se forem comparados com os investimentos feitos em certos setores da sociedade. Há que se levar em conta, ainda, os custos com os dois turnos das eleições presidenciais em TODOS OS ESTADOS, a cerimônia de posse do novo presidente, a troca nos diversos escalões do Governo Federal e a morosidade que é comum no início de qualquer gestão pública.
Para encurtar o caminho, economizar e não ter que aguentar a longa e cansativa propaganda eleitoral defendo mais um mandato para Lula. Sugiro que entidades, como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), UNE (União Nacional dos Estudantes), ABI (Associação Brasileira de Imprensa), partidos aliados ao atual governo e entidades da sociedade civil organizada, Centrais Sindicais, Sindicatos e movimentos populares abracem esta causa, visando manter a atual política do País sob a tutela do Governo Lula. Basta aprovar no Congresso, em regime de urgência urgentíssima, um plebiscito nacional e aclamar sua permanência no cargo.
Se em sete anos a receita deu certo, por que não Lula + 4.