Seguindo o ritmo da queda do modelo comunista, ocorrida há cerca de duas décadas, o já surrado capitalismo sofreu esta semana mais um duro golpe, com o “calote” anunciado por Dubai, paraíso turístico localizado nos Emirados Árabes. A beleza do local, divulgada à exaustão nos últimos anos pela internet, com imagens dos luxuosos hoteis, praias belíssimas e um visual muitas vezes inimaginável para nós, pobres mortais, transformou-se num pesadelo para os grandes investidores do mercado financeiro internacional.
Todo este cenário colocou em xeque mais um a vez o sistema capitalista e a política de globalização. O governo de Dubai anunciou que não vai saldar seus compromissos nos próximos meses, deixando os sedentos aplicadores com o “mico” na mão. Como informaram os noticiários da última quinta-feira (27/11), Dubai atraiu diversos investimentos para a construção de arranha-céus e na ampliação de seu aparato turístico, como se fosse a receita para um retorno seguro e altamente rentável.
Tal qual a “pirâmide”, que quebrou os então sólidos bancos dos EUA, o castelo de papel de Dubai começou a desmoronar por falta de lastro financeiro. Como no mercado capitalista as coisas acontecem de forma casada, visando o lucro em cadeia, a queda de uma peça pode detonar o chamado “efeito dominó”. Resta saber qual será a próxima peça a cair para aniquilar de vez esse sistema perverso, que deixou de lado as necessidades do ser humano para alavancar o ganho fácil.









