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Transporte coletivo de Londrina: a novela não acabou

Posted by Armando em 22/07/2009

Os trabalhadores das empresas concessionárias de serviços de transporte coletivo de Londrina, TCGL e Francovig, estão votando hoje (22/07) a proposta de abono de 7% negociada entre patrões e o Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo de Londrina). O abono foi costurado durante audiência realizada ontem (21/07) no MPT (Ministério Público do Trabalho), na qual o Metrolon (Sindicato das empresas) propôs 6% e os representantes dos trabalhadores reivindicaram 8%. Por intermédio do procurador do trabalho, Luiz Carlos Michele Fabre, as parte fecharam um acordo em torno dos 7%.

Este abono será retroativo ao mês de junho, data-base da categoria. Na votação de hoje os trabalhadores vão decidir se aceitam a proposta e mantêm suspenso o indicativo de greve. De acordo com informações do Sinttrol, caso essa proposta seja rejeitada haverá nova reunião com o MPT para avaliar o posicionamento dos trabalhadores.

CEI –A CEI (Comissão Especial de Inquérito), formada pela Câmara de vereadores para investigar a planilha do transporte coletivo na cidade apresentou ontem seu relatório, que propõe a manutenção da tarifa em R$ 2,00, sugerindo também que as empresas concedam reajuste aos trabalhadores sem que o mesmo interfira neste valor. Atualmente, os motoristas têm salário de R$ 1.366,00 e os cobradores de R$ 845,00. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 10%, sendo 6% referentes a perdas salariais com a inflação e 4% a título de aumento real.

Na avaliação dos vereadores integrantes da CEI, os contratos com a TCLG e Francovig deveriam ser anulados. O relatório considerou irregular a licitação que concedeu as cotas de linhas para as empresas, questionou repasses previstos na planilha a título de remuneração de capital e renovação da frota, entre outros pontos, além de sugerir sanções contra os ex-presidentes da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Wilson Sella e Mauro Yamamoto. Caberá agora à Câmara Municipal votar em plenário o teor do relatório da CEI, acatando ou não os apontamentos nele contidos.

Resta ao prefeito Barbosa Neto (PDT) deve avaliar os estudos da CEI e comparar com o levantamento feito pela CMTU para definir se a tarifa de ônibus será reajustada ou permanecerá com o valor atual, que está a vigor há mais de 2 anos. Como abono é uma verba que não se incorpora aos salários, dificilmente os trabalhadores vão abrir mão da reivindicação do reajuste salarial. Ainda mais neste momento em que diversas categorias profissionais vêm conquistando sucessivos e significativos percentuais de aumento real.

A votação dos trabalhadores de hoje deve apontar os rumos do movimento. Até o prefeito definir o valor da tarifa, a “panela de pressão” do transporte coletivo de Londrina estará no fogo e será necessária muita cautela para retirá-la. Com certeza, o desfecho não deverá agradar a todos.

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