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Teatro Municipal: OAB está contra a construção na Zona Leste

Posted by Armando em 24/07/2009

A localização do terreno é privilegiada

A localização do terreno é privilegiada

Londrina está parecendo “mercado de peixe”, como sempre falava o saudoso professor do Curso de Comunicação Social da UEL, Eduardo Judas Barros, quando todo mundo falava ao mesmo tempo dentro da sala de aula. É isso que está ocorrendo na discussão do preço da tarifa de ônibus, da construção do Teatro Municipal e em outras questões de vulto que envolvem a recém iniciada gestão de Barbosa Neto (PDT).

A subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Londrina, através de seu presidente, o conceituado advogado trabalhista Wilson Sokolowski, publicou texto na edição de hoje (24/07) do jornal Folha de Londrina, defendendo a construção do Teatro Municipal no Centro da cidade. Segundo seu artigo, essa ideia é endossada pelo Sincoval (Sindicato do Comércio Varejista de Londrina), Shopping Catuaí, Shopping Com-tour, Royal Plaza Shopping e outros segmentos.

O argumento utilizado para propôr a mudança do local no qual será edificada a obra tão sonhada pelo meio cultural londrinense até convence. O Centro, realmente precisa ser revitalizado, assim como a Região Leste, local originalmente previsto para construção do nosso Teatro. Ocorre que esse grupo, formado em sua maioria por grandes empresários, nunca se mexeu para defender o Centro da cidade. A área por onde passava a linha férrea ficou desocupada vários anos, até que o falecido ex-prefeito Wilson Moreira resolveu contruir ali a Avenida Leste-oeste. Depois, o prefeito cassado decidiu ali construir “elefantes brancos” (Super-creche, PAI e Centro de Saúde 24 horas).

Emboram sejam necessários, estes órgãos públicos fizeram com que a cidade continuasse dividida, como era na época da linha férrea, entre o lado de cima (dos trihos) e o de baixo. À noite, poucas pessoas têm coragem de atravessar aquele trecho e correr o risco de serem assaltadas. A construção da Praça Tomi Nakagawara, onde poderia ter sido construído o Teatro Municipal, melhorou o ambiente, mas não resolveu a falta de segurança naquela área.

Pois, então. Passaram-se os anos, os valiosos terrenos públicos do Centro de Londrina foram tomados por obras de cunho político eleitoreiro e ninguém se posicionou de forma contrária. Agora, por uma questão de interesse nitidamente comercial, surgem mais vozes contrárias à construção do nosso Teatro em um empreendimento de grande porte na Zona Leste da cidade.

O fato do Teatro Municipal ser uma âncora do shopping a ser instalado no Marco Zero nada mais é do que uma parceria entre o Poder Público e a iniciativa privada: o primeiro ganhará o terreno e o segundo vai gerar empregos, lucros, impostos e desenvolvimento para toda a região, inclusive para o Centro da cidade.

Quanto à proposta do advogado Wilson Sokolowski, compartilhada com seus pares, de construir o Teatro em terrenos particulares, como o Hotel Berlim e a Companhia Internacional, cabe saber se estes locais são viáveis do ponto de vista da localização, levando em conta o fluxo de automóveis e pessoas, a população vizinha, a proximidade com o Terminal Urbano e diversos outros aspectos que deveriam ser observados.

No Marco Zero, estes problemas praticamente não existem. O terreno é amplo e situado entre como as Avenidas 10 de Dezembro, Ceso Garcia Cid e Theodoro Victorelli, vias que possibilitam grande movimentação de automóveis, sem que sejam necessárias muitas obras complementares para facilitar seu acesso. Por tudo isso, não resta dúvida, o Teatro Municipal é da Zona Leste!

P.S.: não tenho propriedades naquela região e nem mesmo conheço qualquer um dos empresários responsáveis pelo empreendimento Marco Zero. Sou apenas londrinense.

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