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Exigência do Diploma de Jornalismo x erros nos jornais

Posted by Armando em 09/09/2009

Erros de digitação muitas vezes passa batidos pela "revisão"

Erros de digitação muitas vezes passam batidos pela "revisão"

Na semana passada um Blog do WordPress publicou post escrachando o site do jornal O Globo, que em uma de suas edições publicou manchete com grafia errada. Entitulado “Diploma?”, o post foi um dos mais visitados na semana e recebeu diversos comentários a respeito da “gafe” cometida pela redação/webmaster do jornal, ligando o fato à formação do jornalista.

Não concordo com esse tipo de  crítica. Com ou sem Diploma, o jornalista, como qualquer ser humano ou profissional, também erra. Como nos dias atuais a função de “revisor” anda em baixa, são muitos os erros cometidos pelos jornais, sem falar nos deslizes que alguns colegas cometem, vez ou outra, em telejornais e nas emissoras de rádio. Em relação à internet, nem dá para comentar…

Eu mesmo, que atuo nesta área há muitos anos, volta e meia acabo cometendo erros em títulos (veja o do recorte que fiz de matéria pubicada no VIDA BANCÁRIA 1.1104).  Isso ocorre geralmente pela pressa na digitação dos textos e títulos, em mudança de última hora no título da matéria, sem que a mesma seja checada novamente pelo responsável pela revisão, etc.

  Este assunto me trouxe à memória um grande erro cometido nas oficinas da Folha de Londrina na década de 60/70, sempre lembrado por meu pai, Armando Duarte, na época em que trabalhava com linotipista do jornal. Diz ele, que certa vez o “Mineiro”, o saudoso Alexandre Rocha Filho,  falecido há alguns anos, então paginador da Folha, resolveu mudar por conta própria o tíulo de uma manchete do jornal, porque o mesmo não cabia na página. Ao invés de montar o título correto: “Bandido cara de cavalo é assassinado em SP”, Mineiro colocou o seguinte: “Bandido cara de mula é assassinado em SP”.

Esse grave erro rendeu a Mineiro um diploma não muito lisonjeoso, concedido pelo jornalista e chefe de redação da Folha à época, Walmor Macarini, e troca de sua função. A partir de então, Mineiro passou a trabalhar na circulação do jornal, onde se destacou e construiu uma bela carreira na empresa.

Como sempre digo: erro em jornal é igual a bandido. Você nunca sabe onde está e só vai ver quando o material já estiver impresso.

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