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Greve dos bancários prossegue. Comando solicita à Fenaban a retomada das negociações

Posted by Armando em 28/09/2009

O Jornal Tribuna do Norte divulgou o conflito provocado pelo Bradesco

O Jornal Tribuna do Norte divulgou o conflito provocado pelo Bradesco

A greve nacional dos bancários prossegue nesta segunda-feira (28/09) em todos os 27 Estados do Brasil e no Distrito Federal. Na última sexta-feira, conforme informou a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro),  4.791 agências bancárias ficaram com as portas fechadas, além de departamentos e centros administrativos de todos os bancos, públicos e privados. Este número representou um crescimento de 65,9 % do movimento em relação ao dia 24 de setembro, quando a Greve foi deflagrada.

Reunido no sábado (26/09), em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários dediciu encaminhar ofício à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), solicitando a retomada das negociações em torno das reivindicações da categoria, que tem data-base em 1º de setembro. O documento foi enviado a Magnus Apostólico, superintendente de Relações do Trabalho da Fenaban.

Enquanto os bancos não se manifestam a respeito da volta às conversações, o Comando orientou os Sindicatos a intensificarem a mobilização. Hoje, em Londrina a Greve continua forte nas agências do Centro e ganhou a adesão de algumas na periferia da cidade.

O Sindicato de Apucarana, conseguiu paralisar as agências da cidade sede da entidade, de Arapongas e de Jandaia do Sul, com exceção do Bradesco. Na sexta-feira, a agência de Apucarana abriu as portas, amparada em “Interdito Proibitório” conseguido junto à Justiça do Trabalho e com a presença da Polícia Militar. O banco também utilizou esse artifício em Paranavaí.

O presidente do Sindicato, Damião Rodrigues, afirma que essa medida foi objeto de  uma interpelação protocolada na Justiça do Trabalho de Apucarana para garantir o direito de greve aos bancários do Bradesco. “O Interdito Proibitório é um subterfúgio que o banco utilizou para barrar nosso movimento. A Justiça errou, pois esse tipo de instrumento jurídico diz respeito à proteção do patrimõnio da instituição, que não é objeto da Greve, que tem por finalidade apenas pressionar avanços nas negociações salariais”, explica Damião.

 VEJA ABAIXO O QUE OS BANCÁRIOS REIVINDICAM E O QUE OS BANCOS OFERECERAM

 Reajuste de 10% do salário – Os bancos ofereceram 4,5%, apenas a reposição da inflação dos últimos doze meses, enquanto outras categorias de trabalhadores de setores econômicos menos lucrativos estão conquistando aumento real de salário.

Bancos querem reduzir PLR para aumentar lucros – Os bancários querem uma PLR simplificada, equivalente a três salários mais R$ 3.850,00 fixos. Os banqueiros propuseram a distribuição de 5,5% do lucro líquido, ao contrário dos últimos anos quando os bancários recebiam até 15% dos resultados. Cálculo do Dieese mostra que, dessa forma, somente os seis maiores bancos (BB, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC) reduziriam em R$ 1,2 bilhão o pagamento de PLR, em 2009, em relação ao ano passado.

Valorização dos pisos salariais – A categoria reivindica pisos de R$ 1.432,00 para portaria, R$ 2.047,00 (salário mínimo do Dieese) para escriturário, R$ 2.763,45 para caixa, R$ 3.477,00 para primeiro comissionado e R$ 4.605,73 para primeiro gerente. Os bancos rejeitam a valorização dos pisos e propõem 4,5% de reajuste para todas as faixas salariais.

Preservação dos empregos e mais contratações – Seis dos maiores bancos do país estão passando por processos de fusão. Os bancários querem garantias de que não perderão postos de trabalho e exigem mais contratações para dar conta da crescente demanda. Os bancos se recusam a discutir o emprego e aplicar a Convenção 158 da OIT, que inibe demissões imotivadas.

Mais saúde e melhores condições de trabalho – A enorme pressão por metas e o assédio moral são os piores problemas que a categoria enfrenta hoje, provocando sérios impactos na saúde física e psíquica. A Fenaban não fez proposta para combater essa situação e melhorar as condições de saúde e trabalho.

Auxílio-creche/babá – A categoria quer R$ 465,00 (um salário mínimo) para filhos até 83 meses (idade prevista no acordo em vigor). Os bancos oferecem R$ 205,00 e querem reduzir a idade para 71 meses.

Auxílio-refeição – Os bancários reivindicam R$ 19,25 ao dia e as empresas propõem R$ 16,63.

Cesta-alimentação – Os trabalhadores querem R$ 465, inclusive para a 13ª cesta-alimentação. Os bancos oferecem R$ 285,21 tanto para a cesta mensal quanto para a 13ª.

Segurança – Os bancários querem instalações seguras e medidas como a proibição ao transporte de numerário, malotes e guarda das chaves. Também reivindicam adicional de risco de vida de 40% do salário para quem trabalha em agências e postos. A categoria defende proteção da vida dos trabalhadores e clientes.

Previdência complementar para todos –  Os bancários reivindicam planos de previdência complementar para todos os trabalhadores, com patrocínico dos bancos e participação na gestão dos fundos de pensão.

Fonte: Contraf-CUT

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