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FHC X Lula: quem está falando a verdade?

Posted by Armando em 09/02/2010

O ex-presidente FHC, de triste lembrança, resolveu entrar no debate a respeito da sucessão presidencial, que ocorrerá este ano, classificando como “mentirosas” algumas políticas de seu sucessor, Lula. Como jornalista, cidadão brasileiro e pessoa de memória bem conservada, não poderia deixar de comentar alguns fatos que marcaram  os oito anos de gestão do ex-mandatário do Brasil, não citados de forma correta e outros sequer lembrados em seu artigo publicado neste final de semana pelos órgãos de comunicação que sempre estiveram ao seu lado.

O rancor do sociólogo e ex-presidente cita benfeitoria de seu ex-governo a privatização do sitema de telefonia, que na sua opinião trouxe melhorias aos brasileiros. Se não me falha a memória, antes da privatização do sistema Telebras, a assinatura básica do telefone fixo residencial custava em tono de R$ 2,46 e hoje está na casa dos R$ 42,00. O aumento de preço melhorou os serviços?

Outro “feito” de seu ex-governo foi a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, a maior mineradora do mundo, vendida por ele a preço de banana, na época a estatal foi vendida  em 1997 para um grupo de empresas, coordenado por gente ligada aos bancos, por apenas R$ 3,3 bilhões. No mesmo ano, o lucro da empresa atingiu R$ 12,5 bilhões. O destino do dinheiro arrecadado pelo ex-governo ninguém sabe até hoje.

O artigo do ex-presidente tucano também cita feitos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que teriam sido “libertados da politicagem e reestruturados”. Na verdade, estes dois bancos públicos federais foram sucateados e desmontados durante sua gestão. Os funcionários das duas intituições são testemunhas desse período de terror vivido durante a “Era FHC”. Naquele período ocorreram diversos processos de reestruturação, demissões de milhares de bancários no BB e na Caixa e fechamento de agências em diversas cidades do País, transferências compulsórias de funcionários, extinção de departamentos e ameaça constante de privatização destes dois bancos públicos.

Cabe lembrar ainda que durante sua gestão foi implementado o PROER, então chamado de Programa de Restruturação do Sistema Financeiro Brasileiro, que resultou na privatização, às custas dos cofres federais, de alguns bancos públicos estaduais, com destaque para o Banestado (Banco do Estado do Paraná) , Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro) e BEMGE (Banco do Estado de Minas Gerais) Todas estes foram adquiridos a preço de banana pelo Banco Itaú, que ficou somente com a parte boa  das instituições públicas.

Em resumo: o que era bom foi privatizado e o que era ruim recaiu como prejuízo aos governos estaduais e ao Banco Central, que avalizou as operações, com respaldo de muitos senadores que hoje estão usando o palanque para reforçar as “verdades de FHC”. Essa receita foi citada pelo ex-ministro Rubens Ricupero num furo dos estúdios da Rede Globo, que revelou ao País como o governo FHC lidava com as informações: “Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura; o que é ruim, esconde.”

Sobre seu ex-governo, cabe lembrar ainda  a compra de votos de parlamentares para aprovar o  segundo mandato, o escândalo do Sivam (Sistema de monitoração da Floresta Amazônica) – numa licitação pouco explicada e divulgada pela imprensa comprometida, o congelamento salarial de servidores públicos federais e funcionários de empresas estatais, o caso da tal “Pasta cor-de-rosa”, do falecido senador Antonio Carlos Magalhães,  além da inflação galopante, que por pelo menos duas vezes levou o Brasil a ficar de pires nas mãos ao pedir socorro para o FMI (Fundo Monetário Internacional), em plena a tão propalada “estabilidade do Plano Real”.

O temor levantado junto ao mercado financeiro sobre o “Risco Lula” foi obra de quem? Com certeza dos mesmos que agora tentam desancar Dilma Roussef como sucessora do presidente petista, com argumentos muito parecidos. Esqueceram que ela é economista?

Os assuntos acima citados demonstram que não há como comparar a gestão de FHC com a de Lula. As diferenças são gritantes e só  não enxerga quem não quer.  Para finalizar, basta puxar na memória quantos investimentos o ex-presidente trouxe para o Brasil em suas inúmeras visitas ao exterior, quando embarcava em aviões fretados para receber comendas e exaltar seu título de doutor em sociologia, levando junto sempre com um séquito de correligionários para o tour. Lula foi lá e não voltou de mãos abanando, basta ver os números da Balança Comercial brasileira.

Como mencionei no post: “Se o coração aguentar: Lula + 4”, as baixarias da campanha eleitoral já começaram. Preferia não ter que aguentar isso ao longo deste ano e manter o atual Governo para evitar o retrocesso. Lula lá.

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