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Herança tucana deu o tom aos debates na BAND com candidatos do PR e SP

Posted by Armando em 13/08/2010

A Rede Bandeirantes de Televisão realizou na noite de ontem (12/08) debates com os candidatos aos governos dos Estados. No Paraná e em São Paulo houve uma polarização entre os candidatos que estão na frente das pesquisas e sobraram duras críticas à herança deixadas pelas gestões tucanas.

A precariedade na Educação e na Saúde do Estado de São Paulo foi alvo de várias perguntas formuladas entre os candidatos Aloizio Mercadante (PT), Celso Russomanno (PP), Paulo Skaf (PSB) e Paulo Bufalo (PSOL). Bombardeado, Geraldo de Alckmin (PSDB), o primeiro nas pesquisas, limitou-se a trocar figurinhas com Fábio Feldman (PV). Mercadante, segundo colocado nas intenções de votos do eleitorado paulista, denunciou a falta de investimentos em Educação durante os 16 anos de gestão do PSDB no Governo de São Paulo.

Na troca de farpas foi lembrado que a situação do ensino no Estado está tão decadente que uma mãe teria reclamado ao candidato que seu filho, apesar de estar na quinta série, ainda não sabia ler nem escrever. Esse é o resultado do sistema de passar os estudantes de forma automática, sem avaliação, implantado pelos governos tucanos em São Paulo, criticou o candidato petista. Segundo ele, os professores do Estado recebem um dos menores salários do País, perdendo feito para unidades da federação mais pobres.

A falta de investimentos na produção, que levou diversas indústrias a se retirarem de São Paulo também foi comentada no debate. Os opositores de Alckmin afirmaram que o Governo tucano não fez nada para segurar as empresas no Estado, atraídas por incentivos para outras regiões.

Privatização do Banestado é alvo de críticas

No Paraná não foi diferente. Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) centralizaram os ataques dos demais candidatos: Paulo Salamuni (PV), Luiz Felipe Bergmann (PSOL), Avanilson Araújo (PSTU), Amadeu Felipe (PCB), e Robinson Luiz Cordeiro de Paula (PRTB).

Beto Richa, prefeito licenciado de Curitiba, foi alvo de críticas por ter votado favoravelmente pela venda do Banestado (Banco do Estado do Paraná) quando era deputado estadual. O candidato tucano defendeu a privatização do banco público, alegando as dívidas e uso político da instituição financeira, sem ter se manifestado, no entanto, a respeito da dívida de R$ 9 bilhões deixada por Jaime Lerner na transação que transferiu o Banestado para o Itaú em 2000.   Avanilson Araújo insistiu nessa herança deixada pelo governo tucano ao Estado do Paraná e defendeu a reversão da privatização do banco.

Os altos preços cobrados nas Praças de Pedágio do Estado, outro feito deixado pela gestão de Jaime Lerner, também foi duramente criticado no debate da BAND. Neste ponto, até mesmo Beto Richa concordou com os opositores que os valores são exorbitantes, prometendo rediscutir as planilhas com as concessionárias, caso seja eleito. Seus adversários também levantaram seu posicionamento a respeito da privatização da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica) e do Porto de Paranguá, sobre os quais afirmou não ter intenção de vender.

No final das discussões os candidatos aos de São Paulo e do Paraná demonstraram que, salvo raras exceções, não têm propostas concretas para governar. A julgar pelas inúmeras críticas feitas aos 16 anos de Governo do PSDB em São Paulo, quem for eleito terá muito trabalho pela frente para arrumar a casa.

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