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Presidente da Câmara de vereadores de Marilândia do Sul expulsa e dá voz de prisão a sindicalista

Posted by Armando em 15/04/2011

O presidente da Câmara de vereadores de Marilândia do Sul, Anderson Luiz Bueno (PMDB), perdeu o controle durante a sessão da última segunda-feira (11/04) e aos gritos expulsou e até deu voz de prisão à presidente do SINDSPA (Sindicato dos Servidores Municipais de Apucarana e Região), Elisabete Costa de Sousa. O motivo do “surto” do vereador foi a presença de servidores e populares, que foram convocados pelo SINDSPA para acompanhar a discussão do projeto de lei enviado à Câmara pelo prefeito Pedro Sérgio Mileski (PV), que tenta criar um novo PCCS (Plano de Cargos, Carreira e Salários).

“Eu estava sentada conversando com alguns servidores no momento em que o vereador Jean Carlos Momente Bueno (PTB) discursava no Plenário e, de repente, ele parou e disse que estava dando um `alô para a Bete, que estava sentada e rindo’. Em seguida, o vereador se exaltou e disse que era para eu parar de rir porque ele não era palhaço. Eu não ria. Foi ele que me ofendeu”, conta a presidente do SINDSPA, explicando que conversava com servidores outro assunto e já estava saindo da Câmara.

Não contente com o recado, o vereador, pediu autorização para o presidente da Câmara, que é seu primo, para chamar a atenção da sindicalista. Aos gritos, Anderson Bueno, cunhado do prefeito, começou a confusão e ordenou que fosse chamada a polícia. “Infelizmente, os ânimos ficaram exaltados sem motivo algum. Convocamos os servidores para acompanhar a discussão do projeto do PCCS na Câmara, de forma democrática e ordeira”, explica Elisabete.

 Segundo ela, o prefeito de Marilândia do Sul contratou uma empresa para elaborar o novo PCCS, sem que essa despesa fosse aprovada pela Câmara Municipal. Além do mais, esse novo plano não isenta o prefeito de voltar os salários dos servidores aos valores que eram praticados em julho de 2007, pois isso foi conquistado pelo SINDSPA na ação julgada pelo Tribunal de Justiça do Paraná e referendada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

 “Ao invés de ofender sindicalistas e chamar a Polícia para reprimir a ação do Sindicato, esses vereadores deveriam fiscalizar os atos do prefeito, cumprindo o papel para o qual foram eleitos”, sugere a presidente do SINDSPA.

De acordo com ela, como o prefeito sequer respondeu ao oficio da entidade solicitando reunião para negociar o cumprimento da decisão judicial. Em função disso, a assessoria jurídica do SINDSPA já ingressou na Justiça com uma ação de execução para que a Prefeitura de Marilândia do Sul retorne os salários aos valores praticados em julho de 2007 e pague os atrasados aos servidores, pois não há outra alternativa. “Mais uma vez, se existirem maiores prejuízos aos servidores e à comunidade, a responsabilidade será do prefeito, que não mostra qualquer interesse em negociar uma saída viável e justa para todos” diz Elisabete.

No ano passado, os servidores entraram em Greve para garantir reajuste nos salários. O prefeito não queria reconhecer a legitimidade do SINDSPA e afirmava na época que a folha de pagamento estava além do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, mas não conseguiu comprovar este dado e acabou cedendo à pressão. Agora, Mileski está demorando para cumprir a decisão da Justiça, que determinou o retorno dos valores nos salários dos servidores ao que era praticado  em 2007. Pelo jeito, essa história vai longe. 

 

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