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Bancários assinam Convenção Coletiva amanhã em SP

Posted by Armando em 20/10/2011

A Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) assinará amanhã (21/10), em São Paulo, a CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) 2011/12 com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), negociada na última semana após 18 dias de Greve da categoria. A CCT é válida para bancários de bancos públicos e privados.

Com a assinatura deste documento, os bancos terão prazo de até 10 dias para pagar a primeira parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), que prevê o crédito para cada funcionário de 54% do salário mais o valor fixo de R$ 840,00, limitado a R$ 4.696,37.  A categoria receberá também a PLR Adicional, equivalente a 2% do lucro líquido do banco no primeiro semestre deste ano, de forma linear, com teto de R$ 1.400,00.

As diferenças do reajuste nos salários, tíquetes-refeição e na cesta-alimentação, retroativas aos meses de setembro e outubro, deverão ser pagas na folha de novembro.

A Greve da Campanha Salarial 2011, a maior dos últimos 20 anos, segundo a Contraf-CUT, conquistou reajuste salarial de 9% (aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria em 12%, que passa para R$ 1.400,00 (aumento real de 4,3%). Os bancários também conseguiram um incremento na PLR, que teve aumento na parcela fixa da regra básica, passando para R$ 1.400,00 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800,00 (reajuste de 16,7%).

A mobilização deste ano garantiu ainda a inclusão na CCT 2011/2012 de cláusula proibindo a divulgação de rankings individuais dos funcionários, como forma de frear a cobrança das metas abusivas e evitar que os bancários passem por constrangimentos, combatendo desta forma o assédio moral. Outro avanço conquistado diz respeito à segurança. Foi incluída cláusula obrigando os bancos a coibirem o transporte de numerário por bancários. Este transporte deve ser realizado conforme a Lei Federal nº 7.102/83, através de empresas especializadas em segurança.

Os dias de paralisação não serão descontados, mas deverão ser compensados após a assinatura da Convenção Coletiva em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, até o dia 15 de dezembro. As horas não compensadas até esta data serão anistiadas.

“A nova Convenção Coletiva coroa mais uma Campanha vitoriosa dos bancários. Enfrentamos um cenário econômico e político adverso. Derrotamos a visão equivocada de setores do Governo e do empresariado de que salário gera inflação. E garantimos a continuidade do modelo de valorização do trabalho, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Carlos lembra que a categoria conquistou aumento real pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, maior participação nos lucros e avanços nas condições de trabalho e segurança, sem interferência de atores externos. “Foi também uma importante vitória para a Classe Trabalhadora, pois o resultado da campanha dos bancários vai servir de parâmetro para outras categoriais”, aponta Cordeiro.

Para o presidente da Contraf-CUT, “a assinatura concretiza as conquistas da maior Greve dos bancários nos últimos 20 anos e significa mais um passo firme na luta dos trabalhadores por emprego decente”.

Fonte: VIDA BANCÁRIA.

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