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Terceirização: CUT pressiona e Governo promete paralisar tramitação do PL 4330

Posted by Armando em 16/05/2013

Logo terceiriza maiorO Governo Federal se comprometeu a paralisar a tramitação do Projeto de Lei (PL) 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que trata da regulamentação da terceirização, e discutir com o movimento sindical propostas alternativas que garantam os direitos dos trabalhadores.

A promessa foi feita na terça-feira (14/05), em Brasília, pelo ministro Gilberto Carvalho, durante reunião da Mesa Permanente de Negociação com as Centrais Sindicais, que vai discutir a pauta dos trabalhadores entregue no dia 6 de março à presidenta Dilma Rousseff, após a Marcha da Classe Trabalhadora que reuniu mais de 50 mil pessoas, em Brasília.

A terceirização foi o principal item debatido na reunião que definiu o calendário inicial de negociação entre Centrais Sindicais e Governo. Isto porque o PL 4330, agora relatado pelo deputado Artur Maia (PMDB-BA) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, está tramitando rapidamente no Congresso Nacional.

Precarização não! 

“É fundamental parar a tramitação. Do jeito que está o PL modifica o direito do trabalho no Brasil e precariza ainda mais as relações de trabalho no País”, alerta a secretária nacional de Rel

O ministro Gilberto Carvalho garantiu que o governo vai conversar com a base aliada para segurar a tramitação do PL 4330 até que a proposta dos dirigentes sindicais para contratação de mão de obra terceirizada seja negociada e aprovada na Mesa de Negociação implementada pelo governo ontem.

A primeira reunião entre representantes das Centrais Sindicais e do Governo, que deve iniciar a elaboração de propostas de regulamentação da terceirização, será realizada no próximo dia 11 de junho, às 10h, na sede do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília.

Nesta reunião, tanto o governo quanto o movimento sindical deverão apresentar propostas alternativas ao PL 4330.

A Secretária de Relações do Trabalho da CUT lembra que já tem uma proposta construída com as Centrais Sindicais e o Ministério do Trabalho, durante o Governo do ex-presidente Lula. “A proposta foi entregue ao Governo em 2009”, disse Graça Costa.

Participarão da reunião no dia 11/06 os presidentes da CUT, CTB, UGT, NCST e Força Sindical, os ministros do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, além do ministro Gilberto Carvalho, técnicos do ministério. Gilberto pediu que os dirigentes sindicais “apontem qual o caminho que as Centrais querem para resolver a questão”.

Na próxima reunião serão definidas datas para a negociação dos outros itens da pauta que o Governo aceitou negociar. O Governo não quer debater redução de jornada para 40 horas e fim do Fator Previdenciário. Mas, os dirigentes sindicais garantem que vão pressionar para que esses itens sejam discutidos e aprovados.

Veja os itens da pauta que serão negociados nesta primeira etapa:

1) Terceirização – a ideia é construir uma proposta alternativa ao PL da terceirização (11 de junho);

2) Rotatividade – construção de alternativa para combater a alta rotatividade que precariza o trabalho e é usada pelos empresários para reduzir salários – o trabalhador recém-contratado ganha sempre menos do que o antigo que foi demitido.

3 – Informalidade – as centrais e o governo vão discutir uma proposta para aumentar os índices de formalização dos trabalhadores.

4 – Fortalecimento do Sistema Nacional de Intermediação de Mão de Obra (SINE) é outro item que a mesa de negociação vai discutir e buscar solução (11 de junho).

5) Política de apoio a aposentados – benefícios na área de medicamentos, cultura, lazer etc.

6) Regulamentação do trabalho doméstico – o O Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 72/2013, uma garantia de que os trabalhadores domésticos terão direitos como pagamento de horas extras, adicional noturno e FGTS como todas as outras categorias profissionais, mas falta regulamentar. O governo garantiu que as centrais sindicais vão participar de toda a discussão de cada um dos itens da regulamentação. (11 de junho)

7) Participação das Centrais Sindicais nos conselhos do Pronatec e Pronacampo – os sindicalistas querem discutir a implementação das políticas.

8) Regulamentação do direito de negociação do serviço público (Convenção 151 da OIT).

Fonte: CUT Nacional

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