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Plebiscito Popular revela que 7,5 milhões de brasileiros querem a Reforma Política

Posted by Armando em 25/09/2014

Logo plebiscito webA coordenação do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político brasileiro divulgou ontem (24/09), em São Paulo, o resultado da campanha realizada entre os dias 1º e 7 de setembro.

Do total de 7.754.436 pessoas que participaram da votação através de urnas convencionais ou da internet, 97,05%, ou seja, 7.525.680, defenderam o Plebiscito para decidir pela Reforma do Sistema Político do país. Estes números representam 95% das urnas apuradas.

Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, comentou a relevância deste resultado num cenário em que a parcela conservadora da sociedade brasileira vende como negativa a participação na política. “O plebiscito popular teve o caráter educativo de mostrar que há pessoas querendo modificações no sistema política. Esse é o momento para as organizações que ainda não participaram se engajem na luta”, defendeu.

A coordenação do Plebiscito Popular entregará o resultado das urnas para a presidente Dilma Rousseff, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal nos dias 14 e 15 de outubro, quando as 477 organizações envolvidas nesta campanha promoverão um ato unificado em Brasília em defesa da Reforma Política.

Vagner destacou a importância de números expressivos para pressionar o Legislativo a convocar um plebiscito oficial. Ele lembrou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que depende de 172 assinaturas, o equivalente a um terço da Câmara, para ir ao plenário. A proposta é encabeçada pelos deputados federais Renato Simões (PT-SP) e Luiza Erundina (PSB-SP).

No Brasil, ao contrário de outros países, uma consulta popular oficial é submetida ao Congresso. “A única forma de fazer a proposta andar é pressionar por dentro e fora do Congresso e, principalmente, nas ruas como forma de ganhar a consciência popular”, afirmou o presidente da CUT.

É preciso mudar

Um dos objetivos da Reforma é corrigir as distorções da representação das sociedade brasileira no Congresso Nacional, atualmente controlada por representantes de grandes empresas, fazendeiros, igrejas evangélicas e bancos.

Este problema ocorre, principalmente, pelo financiamento privado das campanhas eleitorais, como vimos agora, em 2014, com o poder econômico de determinados candidatos. Estes são eleitos com os votos dos menos esclarecidos, mas atuarão em defesa dos interesses daqueles que financiaram suas campanhas. Como diz o ditado: quem paga a banda, pede a música.

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